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Consumidores de imóveis de alto padrão decidem compra pela internet

De acordo com estudo realizado pela Imóvel A – Consultores Associados, imobiliária especializada em imóveis de alto padrão, a internet é utilizada como canal inicial para os negócios por 60% dos consumidores.

Além disso, indica a imobiliária, de cada cinco negócios fechados, três são iniciados por meio da rede mundial de computadores. “Temos constatado que é pela internet que conquistamos a venda. O acerto final do negócio é feito pessoalmente, mas a decisão da compra se dá via web”, explicou o sócio-diretor da imobiliária, Alexandre Villas.

Cuidados

O diretor segundo tesoureiro do Creci-SP (Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo), Gilberto Yogui, concorda e ressalta que a internet tem se tornado cada vez mais um importante facilitador de vendas.

Contudo, diz ele, as pessoas devem observar alguns pontos ao buscarem imóveis por meio da rede. O primeiro deles, explica Yogui, é verificar a seriedade do portal, utilizando somente aqueles que possuem registro no Creci.

O diretor também sugere que as pessoas desconfiem de anúncios que não possuem fotos, pois pode ser um indício de problemas. “Quem quer vender deve disponibilizar o máximo de informações, então, quando não há fotos , é possível que o imóvel tenha algum problema de conservação, por exemplo”.

Assim, além das fotos, é importante que o consumidor preste atenção se o anúncio traz as seguintes informações: preço, valor do condomínio, do IPTU e se aceita financiamento, lembrando que nenhum negócio deve ser concretizado sem ter sido feita uma visita ao local e uma vistoria em pisos, parte hidráulica, elétrica, entre outros itens.

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Contrato de gaveta: evite os riscos na hora de vender e comprar

Evitar burocracias e mudança imediata podem ser grandes atrativos para quem adquire um imóvel por meio de “contrato de gaveta”. No entanto, é bom ficar atento, porque o que parece ser um bom negócio pode acabar causando transtornos.

“Contrato de gaveta” é aquele firmado entre o atual e o novo proprietário, sem a participação da financiadora ou de registro judicial.

Na prática, o atual proprietário passa o financiamento para o novo proprietário do imóvel, sem alterar os dados na financiadora. Com isso, o novo proprietário quita o financiamento, que ainda está no nome do antigo proprietário, para só depois ter o imóvel registrado em seu nome.

Riscos para quem vende e para quem compra

As vantagens do processo é que, a princípio, quem repassa o imóvel se desfaz da dívida e quem o adquire acaba pagando um pouco menos por ele. No entanto, o “contrato de gaveta” pode trazer mais riscos do que vantagens, para os dois lados, de acordo com a Cadmesp (Consultoria de Financiamentos Imobiliários).

Para quem vende, há o risco de o novo comprador não pagar as parcelas do financiamento. Como o débito ainda está em seu nome, é preciso cuidado. Além disso, o novo comprador pode repassar o imóvel, deixando o antigo sem a casa e com a dívida.

Já quem adquire imóveis dessa forma pode correr ainda mais riscos. Isso porque, segundo a Consultoria, há possibilidade de o vendedor agir de má-fé e vender novamente o imóvel. Além disso, é possível que o antigo proprietário “suma” quando você quitar o imóvel. Com isso, sem a assinatura dele, você fica impedido de ter a posse legal do imóvel.

Além disso, caso o antigo proprietário tenha problemas com a justiça e o imóvel seja penhorado, o novo dono fica sem o bem, já que perante a justiça o imóvel continua sendo do antigo mutuário.

Outros problemas podem ocorrer, ainda que o vendedor não haja de má-fé. Um exemplo é com relação ao FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço), que não poderá ser utilizado para quitar o financiamento, pois não há registro do repasse da dívida.

As correções anuais das parcelas do financiamento podem se revelar outro problema, pois elas são calculadas de acordo com o aumento salarial. Caso a categoria profissional do proprietário original registre aumentos maiores do que os da categoria do comprador, as prestações vão subir além da capacidade de pagamento do novo proprietário. Outro problema é a morte do atual mutuário.

Fonte: InfoMoney

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