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Saiba quando é vantagem trocar aluguel por imóvel próprio
Trocar o pagamento do aluguel pela prestação de um imóvel próprio exige planejamento financeiro detalhado, pesquisa e assumir uma parcela de risco, apontam consultores. Além de contas para saber se é possível e vantajoso assumir a dívida pela compra de um imóvel, é preciso pesquisar oportunidades e levar em conta que, quem não pode pagar à vista, precisa ter uma reserva caso enfrente uma situação de desemprego em algum momento durante os anos do financiamento.
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Alcides Leite, professor de Economia da Trevisan Escola de Negócios, explica que um dos primeiros aspectos para trocar o aluguel pelo financiamento é verificar se o valor aluguel que é pago está na média do mercado. “(A média do aluguel) varia de 0,6% a 1% (do valor do imóvel) dependendo das condições do imóvel, ou dos acordos com o proprietário”, diz. Abaixo desse valor, completa ele, é muito difícil encontrar uma prestação equivalente para compra de um bem próprio em um imóvel similar ao que a inquilino ocupa.
Outro aspecto a ser considerado, segundo Roberto Vertamatti, vice-presidente de Finanças da Associaçao Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), é não comprometer mais que a faixa entre 25% a 30% da renda mensal com a prestação do imóvel pretendido. Também é necessário considerar a segurança do próprio emprego, pois o financiamento imobiliário geralmente é longo.
“Na hora que ele financia uma casa própria é algo para 20 anos. Se ele compromete 25% a 30% e ele conseguir um financiamento que empate nesta situação, ele deve financiar. Algum risco ele tem que correr, senão ele nunca vai ter nada”, aponta, ressaltando que o ideal é financiar o imóvel em 10 anos.
Valor para entrada
De acordo com o executivo da Anefac, o valor da entrada no financiamento vai ajudar a diminuir o peso da parcela no orçamento mensal e também a reduzir o tempo para o pagamento do imóvel. Segundo ele, o mínimo recomendado para dar de entrada no momento da compra é de 20% do valor do bem.
No entanto, o professor Alcides Leite destaca que o ideal é dar uma entrada de, pelo menos, 50%. “(Com essa entrada, o cliente) tem um valor de barganha maior, precisa menos de financiamento, consegue um custo um pouco mais baixo e o financiamento fica mais fácil de ser aprovado”, explica.
Uma pesquisa extensiva para encontrar uma boa oportunidade também é fundamental na hora de decidir pela compra, destaca o professor da Trevisan.
Planeje
A maioria dos grandes bancos possui simuladores das opções de financiamento imobiliário. De posse de dados financeiros, o interessado pode obter o valor aproximado das parcelas que pagaria no empréstimo, inclusive alterando os prazos de pagamento e verificando os benefícios de dar uma entrada maior.
Utilizando o simulador da Caixa Econômica Federal, líder em financiamento habitacional no País, o Terra pegou como exemplo uma pessoa que ganhe R$ 3 mil mensais e pague R$ 700 de aluguel.
Para assumir um financiamento com parcela similiar ao aluguel, em um imóvel com valor total de R$ 100 mil, foi presumida uma entrada de R$ 30 mil. O restante seria financiado em 20 anos, com parcelas decrescentes partindo de R$ 789. O caso simulado é pelo Programa Minha Casa, Minha Vida, que tem isenção de seguro e juro anual de 8,47% mais TR (espécie de correção monetária).
“Mesmo se for um financiamento mais longo, se (a prestação) for no mesmo nível do valor do aluguel que você paga, mesmo assim vale”, afirma o professor Alcides Leite.
Redação Terra
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