FGTS poderá ser usado para quitar consórcio

Mudança feita pelo Congresso em MP permite usar o Fundo de Garantia para pagar prestações de consórcios da casa própria. Benefício ainda depende da sanção de Lula, que no ano passado vetou iniciativa semelhante.

Mais de meio milhão de brasileiros poderão usar o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para quitar consórcios para compra da casa própria. Criada pelo governo para recuperar os cofres dos municípios em meio à crise financeira mundial, a Medida Provisória 462/09 também incluiu a permissão de usar o fundo para pagar prestações deste tipo de consórcio. Antes disso, somente quem se sujeitava aos financiamentos imobiliários podia sacar o FGTS para pagar as prestações ou usar como entrada na compra da residência.

As novidades são fruto de mudanças na MP 462 feitas na Câmara e no Senado. O texto aprovado pelos parlamentares seguiu para a Casa Civil da Presidência da República na última sexta-feira (25). A mudança no uso do FGST ainda depende da sanção do presidente Lula para virar lei. Segundo a Casa Civil, ainda não foi decidido se a MP será sancionada integral ou parcialmente.

Há um ano o presidente Lula vetou a liberação do FGTS para o pagamento de parcelas e quitação de consórcios de imóveis ao sancionar a Lei 11.795/08, que regula o setor. A mudança, incluída na época pelos senadores, foi vetada pelo presidente com a justificativa de que a ampliação do fundo acarretaria um volume significativo de saques e diminuiria os recursos disponíveis para o financiamento da casa própria.

“(…) o que tenderia a reduzir os recursos que o FGTS dispõe para financiamento de moradia própria no âmbito do SFH, em especial para população de baixa renda, bem como dificultaria o financiamento de projetos de infra-estrutura urbana e saneamento básico, que constituem a finalidade primária do FGTS”, explicou Lula na justificativa do veto.

Mercado em expansão

Segundo a Associação Brasileira das Administradoras de Consórcio (Abac), há 3,7 milhões de consorciados no país. Desses, 531 mil estão na modalidade de consórcio imobiliário, segundo dados de julho deste ano. O número é expressivo porque aumentou 7% em relação aos 495 mil existentes em julho de 2008.

Somente nos primeiros sete meses deste ano, 117.300 pessoas adquiriram um consórcio para a compra de imóveis. No período, 38.500 brasileiros foram contemplados e puderam comprar a casa própria.

A permissão para o uso do FGTS se estende aos novos e antigos consorciados. Durante a tramitação da MP que regulamentou o programa habitacional Minha Casa Minha Vida, essa possibilidade acabou não virando lei.

Seguros

A MP 462 também isentou do pagamento de seguro os empréstimos habitacionais feitos com dinheiro do Fundo de Arrendamento Residencial (FAR) e do Fundo de Desenvolvimento Social (FDS). Sem a contratação do seguro, as prestações ficam mais baixas.

O FGTS é uma poupança obrigatória feita pelo empregador numa conta do trabalhador na Caixa Econômica Federal. Corresponde a 8% do seu salário bruto, mas o funcionário não tem acesso ao dinheiro, a não ser em situações especiais, como:

- demissão por justa causa

- aposentadoria ou morte

- doenças graves, como aids e câncer

- compra da casa própria na modalidade de financiamento imobiliário (com a MP 462, também o consórcio imobiliário)

A MP 462 e os consórcios

Art. 11. O art. 20 da Lei nº 8.036, de 11 de maio de 1990, passa a vigorar acrescido do seguinte § 21:

Art. 20.

§ 21. As movimentações autorizadas nos incisos V e VI do caput serão estendidas aos contratos de participação de grupo de consórcio para aquisição de imóvel residencial, cujo bem já tenha sido adquirido pelo consorciado, na forma a ser regulamentada pelo Conselho Curador do FGTS.(NR)

A MP 462 foi anunciada pelo presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), como a última a receber as chamadas emendas de “contrabando”, ou seja, aquelas que tratam de temas estranhos ao escopo da medida provisória. Os parlamentares incluíram na MP temas tão variados quanto a diminuição de juros cobrados nas renegociações de dívidas com a União como o uso de recursos federais em estradas estadualizadas. Temer diz que, a partir de agora, não serão mais aceitas alterações que não tenham relação direta com o assunto tratado no texto enviado pelo Executivo.

Fonte: Congresso em Foco – DF

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Mercado imobiliário retoma volume de vendas pré-crise

Raquel Santos Rocha, 34, está duplamente feliz. Em outubro nasce sua primeira filha, Helena, fruto de seu casamento com Arley Agostoo Rocha. A outra boa notícia é que acaba de assinar com a Caixa Econômica Federal (CEF) o contrato de financiamento de sua primeira casa própria, em Santa Luzia, na região metropolitana de Belo Horizonte. “Moro em uma casa construída em cima do imóvel de minha mãe, no bairro Santa Mônica. Agora vou poder ter a minha própria moradia”, comemora.

O mercado imobiliário dá sinais de que a crise ficou mesmo para trás. Um dos termômetros que comprovam isso é a arrecadação da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) com o Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis (ITBI), cobrado no ato da compra ou venda de casas, apartamentos, salas, lojas e galpões, que chegou a R$ 64,3 milhões no primeiro semestre de 2009.

De acordo com o presidente da Câmara do Mercado Imobiliário e do Sindicato das Empresas do Mercado Imobiliário de Minas Gerais (CMI/Secovi-MG), Ariano Cavalcanti de Paula, antes da crise econômica mundial, que teve influências no Brasil e no mercado imobiliário brasileiro, eram realizadas cerca de 2.800 transações imobiliárias por mês na capital mineira. Em fevereiro deste ano, a insegurança do mercado fez com que o número caísse para perto de 1.700 transações. Em julho último, a prefeitura registrou cerca de 2.850 transações, variação de 67% na comparação com o mês de fevereiro.

“Isso demonstra que o setor já retomou o volume de negócios pré-crise”, disse Cavalcanti, ao antecipar os números que fazem parte da pesquisa mensal da entidade, feita sob encomenda pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, Administrativas e Contábeis de Minas Gerais (Ipead). O levantamento, segundo Cavalcanti, deve ser divulgado nos próximos 15 dias.

O especialista em mercado imobiliário Kênio de Souza Pereira lembra que no período de outubro de 2008 a março deste ano “houve um recuo dos investimentos em função da insegurança do mercado”. “A partir de 2005, o mercado imobiliário vinha se recuperando das perdas acumuladas nos anos de 1990. Com a crise, houve um recuo, mas agora a tendência é que o crescimento volte”, disse.

O empresário do setor da construção civil Teodomiro Diniz Camargos disse que a retomada das vendas aos níveis anteriores à crise econômica reflete a volta da confiança do consumidor brasileiro. “Tanto o investidor quanto o consumidor têm a perspectiva de que a crise não foi tão grande como imaginava”, disse ele. Teodomiro Diniz ressalta a importância das medidas adotadas pelo governo federal para alavancar a indústria da construção, como a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) nos materiais de construção. “Isso possibilitou uma estabilidade no preço do imóvel”, disse.

Outro fator que repercute de forma positiva foi a redução da taxa de juros, tanto nas linhas de financiamento da CEF quanto na taxa básica de juros, a Selic. Com os juros baixos, os investidores aplicam em imóveis em busca de mais rentabilidade. “O retorno com o imóvel alugado está mais atrativo e pode chegar a 0,7% ao mês”, disse.

Fonte: O Tempo – MG

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Capitalizado, Santander deve apostar no crédito imobiliário

Banco diz que que aumentar o financiamento imobiliário como consequência do cenário deficitário do setor no Brasil e em decorrência de novas regras de incentivo.Crédito imobiliário será o nome do jogo do Santander Brasil após a bilionária capitalização que ocorrerá no banco com a oferta de ações que a instituição fará no País. O banco deve seguir a linha de atuação na Espanha nessa modalidade de financiamento, segundo uma fonte próxima ao banco. Até porque, uma das características das instituições estrangeiras é de que as diretrizes para o negócio são traçadas pela matriz. Assim, não é difícil acreditar que a estratégia espanhola seja trazer para o território brasileiro sua expertise em conceder financiamento imobiliário. Os recursos advindos da distribuição de ações também poderão reforçar as provisões, o que dará fôlego aos empréstimos.Segundo o pedido do registro da oferta, a operação deve contemplar 15% do capital social, que em 31 de dezembro de 2008 era de R$ 47,152 bilhões. Se o montante se confirmar, o banco terá um reforço de R$ 7 bilhões em sua estrutura de capital.

As condições para ser um grande e atuante em crédito no País começaram a ser dadas a partir do momento em que o banco decidiu adquirir instituições financeiras no Brasil, com isso garantiu presença no território nacional, além de trazer para dentro de casa uma carteira de clientes bastante diversificadas. Banespa, Meridional, Sudameris, América do Sul e Real são apenas algumas das instituições que tiveram presença marcante no País, cada uma em seu nicho, e que hoje compõem o grupo Santander no Brasil. Claro que além da diversidade de clientes, essas instituições também trouxeram uma dose extra de risco, o que justifica um reforço de provisão, na opinião do consultor da Lopes Filho, João Augusto Salles.

No prospecto preliminar da oferta de ações enviado na última sexta à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o banco diz que pretende aumentar os financiamentos imobiliários como consequência do cenário deficitário do setor no Brasil e em decorrência de novas regras de incentivo a esses financiamentos. De fato esse déficit é gigantesco, de pelo 8 milhões de moradias, conforme lembra Luiz Jurandir Simões, consultor da Fipecafi.

O banco ressalta no documento enviado à CVM que, com maior base de capital, espera expandir a oferta de produtos a seus clientes, adaptando ao Brasil aqueles que já são oferecidos pelo grupo no exterior. Vale lembrar que, desde julho do ano passado, o Santander opera no Brasil uma linha demandada no exterior chamada Mais Conquista, que consiste na hipoteca de até 60% do imóvel quitado. O prazo máximo de pagamento é de 20 anos com parcelas fixas. A taxa varia de 1,79% ao mês para cinco anos a 1,83% ao mês para 20 anos, além do seguro e do IOF. Em dezembro do ano passado, a carteira de crédito imobiliário do banco era de R$ 11 bilhões.

No final de junho, o total de empréstimos do Grupo Santander (incluindo o Real) era de R$ 137,268 bilhões, um avanço de 14,9% sobre o mesmo mês de 2008. As operações para pessoas físicas somaram R$ 60,753 bilhões e para pessoas jurídicas, R$ 71,147 bilhões, crescimentos de 12,6% e 19%, respectivamente. Em entrevista sobre os resultados do período, o presidente do grupo no País, Fabio Barbosa, disse esperar que as operações de crédito da instituição apresentem neste ano expansão de 15% sobre 2008. Já para 2010, a expectativa do executivo é que o total de empréstimos tenha uma evolução em torno de 20%. “As perspectivas a partir de agora estão melhores, com a economia dando sinais mais favoráveis.”

Os analistas são taxativos quando dizem que a próxima onda de crédito no Brasil será patrocinada pelo segmento imobiliário. Eles esperam que nos próximos anos essa modalidade seja responsável por levar a relação crédito sobre o Produto Interno Bruto (crédito/PIB) brasileiro dos atuais 43,7% para 65% ou 70%. O período em que essa expansão ocorrerá, no entanto, depende de alguns fatores externos aos bancos como a manutenção da taxa básica de juros em níveis baixos, renda e alteração das regras de recursos direcionados, como da poupança.

Essa reportagem foi originalmente publicada no AE Empresas

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Imóveis é aposta de investimento em momento de instabilidade

Os receios quanto aos depósitos bancários e a «psicose do risco» estão a levar pessoas com liquidez a investir no mercado imobiliário, que também atravessa uma forte procura pelo arrendamento, dizem fontes do setor.

«Estava a abrir-se uma janela de oportunidade para os arrendamentos – as pessoas não estavam a conseguir vender portanto a última solução que restava era arrendar – mas agora há muita gente a pegar nos depósitos bancários e a aplicar em casas», disse à Lusa Nuno Gomes, o vendedor nº1 da rede de imobiliárias Remax.

«Vendi quatro casas na semana passada e duas delas foi com esse fim. As pessoas pensam ‘eu tenho este dinheiro aplicado e quero investir num imóvel’, como sabem que o mercado está em baixo, então esta é a melhor altura para investir. E quando isto subir vão ganhar duplamente», explicou.

O director de comunicação da ERA Portugal, Jorge Garcia, diz que também as lojas desta promotora têm sentido no último mês a nova tendência, que considera surpreendente.

«É uma surpresa. Temos lojas no nosso universo que [no último mês] tiveram os melhores resultados de sempre», revelou Jorge Garcia, que, no entanto, não consegue identificar as zonas ou o tipo de casas que são mais procuradas por este tipo de investidor.

«Trata-se, sobretudo, de negócios baseados no preço, desde o Fogueteiro à Expo. Neste momento há oportunidades no mercado imobiliário como nunca houve» com casas «vendidas a preços abaixo de leilão», disse o responsável da ERA.

A tendência identificada pelo sector começou a intensificar-se desde há um mês, quando a crise financeira com origem nos Estados Unidos se alastrou às entidades financeiras europeias e entrou nos noticiários nacionais.

Jorge Garcia considera que «no meio de toda esta turbulência, com toda esta ‘psicose’ do risco, as pessoas sentem que uma casa é um bem seguro».

Uma opinião partilhada também por Nuno Gomes, da Remax. «Os investimentos em terra e tijolos, costuma-se dizer, normalmente são garantidos. Faz parte da nossa cultura», frisou.

Ainda assim, o movimento de fundo dos últimos meses tem sido o arrendamento. «A procura do arrendamento disparou exponencialmente [nos últimos meses]. O problema é que a oferta não se consegue ajustar», referiu Jorge Garcia.

O director da ERA explicou que «até aqui a oferta estava vocacionada para nichos de mercados muito específicos – estudantes, quadros superiores estrangeiros – pessoas com necessidades de arrendamento de seis, oito meses a um ano, de curta duração».

Nos «arrendamentos de longa duração o mercado não existia», mas «agora que existe procura, não há oferta para satisfazê-la».

Jorge Garcia admite que o mercado português pode tomar o mesmo caminho que Espanha. «Em Espanha os promotores que têm ‘obra nova’ e não conseguem vendê-la estão a arrendá-la», afirmou.

O director da revista Confidencial Imobiliário, Ricardo Guimarães, disse à Lusa que o aumento da procura no mercado de arrendamento prende-se essencialmente com «as alterações nos critérios dos bancos, subidas das taxas de juro e dificuldade na obtenção de créditos».

«Tudo isto tornou mais difícil a compra de uma casa», frisou o director da revista que regularmente elabora um Índice Confidencial Imobiliário (ICI).

O ICI utiliza como amostra a base de dados do site imobiliário LardoceLar.com, que reúne a oferta de mais de 450 mil fogos de 1.400 empresas de mediação e promoção imobiliária.

«Ainda assim, apesar de um maior dinamismo no mercado do arrendamento, não observamos uma grande variação no valor médio das rendas», ressalvou.

De acordo com os dados mais recentes da Confidencial Imobiliário, relativos ao segundo trimestre do ano, o valor médio das rendas em Lisboa subiu 2 por cento, com algumas freguesias – Alto do Pina (+9 por cento), Benfica (+8 por cento), Anjos, Nossa Senhora de Fátima, São Francisco Xavier e São João (todas +7 por cento) a liderarem as subidas.

São João de Brito (uma descida de 9 por cento) e Encarnação (quebra de 6 por cento) foram as freguesias lisboetas onde as rendas mais desceram no segundo trimestre.

Já no Porto, o valor médio do arrendamento caiu 3 por cento. Para o presidente do Instituto da Construção e Imobiliário (InCI), Hipólito Ponce de Leão, «o único problema do mercado do arrendamento em Portugal hoje em dia é que precisa de arrancar e de se desenvolver».

A concorrência, reforçou Ponce de Leão, depois fará com que o valor das rendas comece a competir com as prestações que banca pede por um crédito à habitação.

Diário Digital / Lusa

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Brasil é destaque na recuperação do mercado imobiliário mundial

De um lado, sete palestrantes apresentam números e informações sobre os fundamentos da economia brasileira e os diferentes segmentos do mercado imobiliário. De outro, cerca de 150 pessoas sentadas em uma plateia atenta assistem, interessadas, a cada um dos detalhes expostos. “Vender” o Brasil está mais fácil. O país que primeiro emergiu da crise é capaz de impressionar olhos e ouvidos acostumados a más notícias. Investidores estrangeiros machucados pela crise ainda estão se refazendo das fortes perdas que tiveram, mas conseguem ver no Brasil a luz que continua apagada em praticamente todo o resto do mundo.
“O humor aqui nos Estados Unidos continua muito ruim, se os investidores não vem a um lugar onde todo mundo fala a mesma coisa fica até difícil acreditar que o cenário seja tão positivo no Brasil”, afirma José Paim, presidente da Max Cap Real Estate Investment Advisors, um dos palestrantes brasileiros do Brazil Real Estate Conference. Pela primeira vez, o governo brasileiro participa de um evento como esse. Maria Fernanda Coelho, presidente da Caixa Econômica Federal, veio apresentar o programa Minha Casa, Minha Vida, que apesar do nome em português, já faz parte do vocabulário dos investidores interessados no Brasil e no tão festejado mercado de baixa renda.

O Brasil está na moda, é o que se diz por aqui. E as empresas brasileiras do setor imobiliário aproveitam a conjunção de fatores positivos para atrair investimentos ao país. A favor do Brasil existem fatores externos, como a concorrência mais fraca de outros países emergentes. Dos BRIC, segundo os investidores, apenas a China disputa com o Brasil, apesar das grandes diferenças entre os dois países.

Internamente, uma soma de fatores faz com que o timing seja muito favorável ao Brasil. Fundamentos macroeconômicos sólidos, como a queda das taxas de juros, o crescimento da classe média e da renda per capita e um crescimento estimado de cerca de 4,8% do PIB em 2010, chamam a atenção. Ao lado de fatores específicos do setor que foram resolvidos ao longo dos anos – como alienação fiduciária, patrimônio de afetação, securitização de ativos e uma sólida evolução do mercado de capitais. “Juntos, esses fatores formam um cenário único e inédito para o setor”, afirma David Lawant, analista do setor imobiliário da Itaú Corretora. “O Brasil se recuperou mais rápido do que se imaginava, principalmente no setor imobiliário.”

Por fim, o programa habitacional do governo do alinhavou os últimos fatores que faltavam para completar um cenário de demanda aquecida. Por conta do Minha Casa, Minha Vida, a baixa renda ganha destaque entre os diferentes segmentos do mercado imobiliário brasileiro. “Se não fosse a crise não teríamos o programa do governo”, afirma Carlos Trostli, presidente da Tenda, que teve um aumento de 45% das vendas no segundo trimestre.

A empresa, comprada pela Gafisa no ano passado, é uma das que mais se encaixa no programa. No primeiro semestre, 88% das vendas de R$ 620 milhões foram consequência do Minha Casa, Minha Vida. “Os investidores tem nos procurado para saber detalhes do programa e como a Tenda se beneficia.”

O nível de dúvida dos investidores presentes ao evento mostra que muita gente está fazendo a lição de casa. Há poucas dúvidas superficiais e a maioria já mostra conhecimento sobre o mercado. Entre os questionamentos, há desde as diferenças entre os programas do Brasil e do México, a capacidade de operacionalização do plano do governo, a possível falta de mão-de-obra e insumos, o quanto o Bolsa Família ajuda a movimentar o segmento de baixa renda, se faltará terra para os novos empreendimentos e até se o Brasil corre o risco de ter um sub-prime.

Heidi Thompson, da Daiwa Asset Management, empresa de gestão de recursos japonês, já investiu US$ 215 milhões em ações de empresas brasileiras (Gafisa, Cyrela, Rossi, PDG, MRV, Agra e BR Malls), entoa o coro de que o segmento econômico é um dos mais atrativos no mercado imobiliário, pelo potencial de crescimento. Mas teme pelo risco político no próximo ano.

Outro fundo que já tem investimentos no Brasil, mas ainda procura novas oportunidades, é o Janus Capital Group, com ações da MRV, Cyrela, Rossi, PDG e Rodobens. Matthew Hochstetler, da Janus, vê uma transformação inédita no mercado imobiliário brasileiro. “Estamos muito otimistas com o Brasil, são vários fatores positivos, que não existiam nas últimas décadas”, diz. O belga Reginald Neirynck, da Saivest Strategic Alternative Investments, acaba de montar um escritório no Brasil para investir em projetos de imóveis comerciais e logística. “Só me interessa investir no Brasil agora”.

Fonte: ValorOnLine

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Limite de Financiamento Imobiliário com recursos do FGTS é Ampliado

Casa de R$ 100 mil será financiada em cidade com 250 mil pessoas.Lupi também anunciou mais investimentos do FI-FGTS em infraestrutura.

O ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, anunciou nesta quinta-feira (1º) a ampliação do limite de financiamento de imóveis com dinheiro do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) no âmbito do programa Minha Casa, Minha Vida. As mudanças passam a valer na próxima semana. O ministro também apresentou números demonstrando que o FGTS está superavitário neste ano em comparação ao ano passado apesar da crise econômica. Pelas mudanças aprovadas pelo Conselho Curador do FGTS, os mutuários podem financiar imóveis de até R$ 100 mil em municípios com mais de 250 mil habitantes.
Antes, esse limite era de R$ 80 mil. Nos municípios com mais de 1 milhão de habitantes, o Conselho decidiu igualar o valor máximo do imóvel a ser financiado pelo programa com recursos do FGTS aos valores previstos para financiamentos no Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília. Ou seja, é possível usar o dinheiro do Fundo para financiar habitações até R$ 130 mil em municípios desse porte.
O limite anterior era de R$ 100 mil.Segundo Lupi, essas mudanças valem já a partir da semana que vem, quando as novas regras aprovadas pelo Conselho serão publicadas no Diário Oficial. A partir de janeiro do ano que vem, os mutuários de todas as capitais brasileiras, independente do número de habitantes, poderão financiar imóveis de até R$ 130 mil. Lupi disse que vários argumentos foram analisados pelo Conselho para tomar essas decisões. Varias ponderações foram levadas em conta. Um dos motivos é que nas grandes cidades os imóveis são mais caros”, explicou.

Balanço

O ministro também apresentou um balanço dos rendimentos do FGTS deste ano e de 2008. Segundo os dados apresentados, a arrecadação do Fundo foi maior entre janeiro e agosto de 2009 em relação ao mesmo período do ano passado, apesar da crise financeira mundial. Nos oito primeiros meses deste ano, o FGTS arrecadou cerca de R$ 35,9 bilhões, ou 14,5% a mais que no mesmo período do ano passado (R$ 31,3 bilhões). Entre janeiro e agosto deste ano, porém, o montante de saques por conta do aumento do desemprego, principalmente, cresceu. Nos oito primeiros meses de 2008, o volume total de saques do FGTS chegou a R$ 27 bilhões. Neste ano, no mesmo período, foram sacados mais de R$ 32,9 bilhões. Mesmo assim, o Fundo está superavitário em R$ 3 bilhões.
FI-FGTS

Lupi também anunciou que o Conselho Curador do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) aprovou a ampliação do potencial de investimento do FI-FGTS (Fundo de Investimento do FGTS) em obras de infraestrutura. Até a aprovação dessa nova regra, o FI-FGTS só podia financiar até 30% de determinado investimento. Agora, ele poderá elevar esse percentual para até 100%, quando a Caixa Econômica Federal (CEF) for a gestora do negócio. O risco para o Fundo é zero, porque a Caixa é que assumirá o risco, afirmou Lupi ao ser questionado se os recursos dos trabalhadores depositados no FGTS não corriam risco com a manobra. Hoje, o FI-FGTS conta com cerca de R$ 15 bilhões para investimentos em infraestrutura.

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Caixa divulga normas para aplicação de recursos adicionais do FGTS em habitação

A Caixa Econômica Federal publicou, no Diário Oficial desta segunda-feira (5/10), circular com normas para a aplicação de R$ 3 bilhões adicionais do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) em linha de crédito voltada para as construtoras. A linha foi criada em dezembro de 2008 para enfrentar a falta de crédito provocada pela crise financeira internacional.

A operação consiste na compra, pelo FGTS, de cotas de fundos de investimento imobiliários ou fundos de investimento em direitos creditórios das construtoras ou na aquisição de debêntures (títulos cujo portador é um credor da empresa que o lançou) emitidas pelas empresas do setor. Esses papéis devem ter lastro em projetos habitacionais lançados por incorporadoras, empresas da construção civil, cooperativas habitacionais e outras entidades do setor.

Dessa forma, os recursos do FGTS ajudam as empresas a ter mais condições de investimento.
A circular informa ainda que a participação dos recursos do FGTS fica limitada a 80% do valor do empreendimento, observada a capacidade de crédito do tomador.De acordo com a circular, %u201Cos investimentos a serem realizados deverão contemplar unidades habitacionais que atendam, preferencialmente, os objetivos sociais do FGTS na área de habitação, em especial a redução do deficit habitacional do país.

O custo para as construtoras é a Taxa Referencial (TR) mais 7% ao ano, no caso de habitação popular. A taxa de 9% ao ano mais TR será cobrada nos demais casos.(Agencia Estado)

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Caixa terá R$ 38 bi para financiar casa própria, 65% mais que em 2008, diz Dilma

A Caixa Econômica Federal terá uma linha de R$ 38 bilhões em financiamento para compra de imóveis novos e usados e materiais de construção, afirmou nesta quinta-feira a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef.

O valor representa um crescimento de cerca de 65% em relação ao reservado para este fim pela Caixa em 2008, de aproximadamente R$ 23 bilhões, segundo ela.

A ministra fez as declarações ao participar de evento de posse da nova diretoria do Secovi-SP, órgão que representa as construtoras.

Fonte: REUTERS

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BB vai liberar R$ 100 milhões para Minha Casa, minha vida

O Banco do Brasil estima que os contratos de financiamento à produção nos moldes do programa habitacional Minha Casa, Minha Vida a serem assinados pelo banco este ano com empresas do setor de construção vão somar R$ 100 milhões. Segundo o diretor de Empréstimos e Financiamentos da instituição, Nilson Martiniano Moreira, isso representa 10% do total de financiamento imobiliário que o banco pretende conceder em 2009.

A intenção é que de 3 mil a 4 mil unidades incluídas no Minha Casa, Minha Vida sejam financiadas este ano. Até 2011, o Banco do Brasil quer participar do financiamento de 10% do total de unidades do programa. A maior parte dos desembolsos deve ocorrer no ano que vem.

O primeiro contrato do Banco do Brasil de financiamento a produção enquadrado no programa, com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), é com a Cyrela Brazil Realty, no valor de R$ 9,8 milhões.

Os recursos serão destinados à primeira fase do Marcco Sorocaba, da Living Construtora, empresa pela qual a Cyrela atua no segmento econômico, e da Plano & Plano Construções e Participações. Outras empresas como Rossi Residencial e Tenda já apresentaram projetos ao Banco do Brasil, segundo Moreira.

Os contratos de financiamento direto ao comprador pelo Banco do Brasil nos moldes do programa devem começar a ser assinados no fim do ano, com projeto-piloto. A liberação efetiva dos recursos para essa finalidade será a partir de 2010. A PDG Realty é uma das empresas interessadas nessa modalidade, de acordo com o representante do Banco do Brasil.

No programa habitacional, o banco vai atuar no crédito para empreendimentos do programa situados na faixa de três a dez salários mínimos, com financiamento de até 90% do valor do imóvel e prazo de até 30 anos.

O Banco do Brasil começou a atuar na concessão de crédito imobiliário com recursos próprios em 2007. Em junho do ano passado, a instituição financeira passou a operar no financiamento imobiliário também com recursos da poupança.

Fonte: Jornal do Commercio

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CAIXA esquenta setor imobiliário

Agora é oficial: seguro habitacional da CAIXA reduz até 40%, torna-se um dos mais competitivos do mercado e dá aos brasileiros a chance de investir em imóveis cada vez melhores.
Desde ontem, 3 de agosto, brasileiros de todo o país têm acesso a um desconto que, em média, é de 40% no valor cobrado pelo seguro habitacional durante todo o tempo em que mantiverem um financiamento imobiliário com a CAIXA. A redução faz parte de uma série de medidas tomadas recentemente pelo governo – a exemplo do programa Minha Casa, Minha Vida e pelos bancos para aquecer ainda mais o setor da habitação, tornando realidade o sonho de milhares de brasileiros: a aquisição da casa própria.
Para Ricardo Talamini, diretor de seguros de financiamentos ou operações financeiras da CAIXA SEGUROS, a redução do seguro poderá ampliar as possibilidades de escolha da casa própria. “Se pensarmos que 30% da renda do brasileiro está comprometida com a prestação do financiamento (incluem-se aí juros, taxas do banco e o valor do seguro), então, quanto menos ele pagar por um desses valores, mais facilidade terá em financiar um imóvel maior, mais caro e mais bem localizado”, afirma. “O desconto compensa na medida em que o mutuário pode contratar um crédito imobiliário mais significativo”.
A redução, que passa a valer para todos os contratos de financiamento habitacional assinados a partir desta data, fez da Seguradora da CAIXA uma das mais competitivas do mercado. Em algumas faixas de idade, atributo essencial para calcular o valor do seguro, o produto oferecido pela instituição é o mais barato, alcançando o primeiro lugar no quesito custo efetivo total do seguro (CET do seguro) – índice que representa o custo médio do seguro habitacional durante toda a vida do financiamento .
Proteção garantida – De janeiro a junho de 2009, a CAIXA assinou 220 mil contratos do seguro imobiliário em todo o país. O produto, obrigatório por lei, oferece aos mutuários coberturas para morte e invalidez permanente, além de danos físicos ao imóvel provocados por fenômenos da natureza, como vendaval, enchente, incêndio, dentre outros.

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